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MINDFULNESS E ZEN: semelhanças e diferenças

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Algumas considerações sobre a Oficina patrocinada pelo INFAPA neste próximo sábado com o Monje Jorge Koho Mello, ex aluno do Infapa, Breno Freitas, professor de Mindfulness e coordenado por mim, J. Ovidio Waldemar, psiquiatra e terapeuta de família.

 

No meu entender, o Zen é um caminho espiritual, o que quer dizer que, quem segue este caminho está procurando desenvolver a dimensão da existência humana, que precisa sentir-se parte do grande Mistério da Vida e do Universo. Este caminho, que na tradição Budista desenvolve a sabedoria e a compaixão, pode levar também ao desenvolvimento de uma pessoa que aprende a viver superando os apegos, a raiva e a ignorância, evitando o sofrimento desnecessário e aprendendo a ser feliz.

 

No entanto, os que buscam o Mindfulness está, geralmente, procurando alívio para algum problema ou distúrbio que traz sofrimento naquele momento e que acredita, baseado nas evidências científicas, que as técnicas do Mindfulness podem oferecer uma ajuda imediata para o que está buscando. O Mindfulness também já é parte da formação dos psicoterapeutas que encontram muitos ensinamentos a respeito da condução da relação terapêutica.

 

Em resumo, simplificadamente, estamos falando ou de um caminho espiritual ou então de uma técnica abrangente para buscar um alívio mais imediato para dores ou sofrimentos emocionais e que também contribui na formação dos psicoterapeutas e na formulação de planos terapêuticos para os pacientes.

As técnicas do Mindfulness desenvolveram-se através de adaptações da meditação budista Vipassana e também da meditação Metta, utilizada para desenvolver compaixão, conosco e para com os outros. A técnica do Mindfulness aberto, open monitoring em inglês, assemelha-se ao Zazen do Zenbudismo, que venho praticando há vinte e cinco anos.

 

O benefício mais comum no Mindfulness é a diminuição da reatividade emocional e o fortalecimento da capacidade de escolher respostas e não simplesmente continuar reagindo no piloto automático. 

 

Dependendo da orientação do professor, no Mindfulness os praticantes podem ser sensibilizados para aprender que além da técnica de regulação da atenção existe uma outra dimensão mais profunda, que remete às raízes do Mindfulness na tradição budista, e que procura desenvolver um ser humano mais pleno e integro, que se sinta parte de uma vibrante comunidade humana e planetária.

Existe um perigo, apontado por muitos professores de Zen de que quando os professores só enfatizam a técnica, o Mindfulness passa a ser um “McMindfulness”, querendo dizer algo para a grande massa, mas sem qualidade.

 

Certamente existem benefícios no treinamento da regulação da atenção e diminuição da reatividade, mas se questiona para o que vão ser usados os benefícios? Para os trabalhadores serem mais eficientes e enriquecerem mais as corporações? Para os soldados matarem melhor sem sofrerem estresse pós traumático, como já vem sendo utilizado? 

 

Portanto a questão do papel dos valores e crenças é fundamental nas diferenças entre estas duas perspectivas, colocando-se o Mindfulness influenciado por valores como uma ponte entre estas duas visões.

Dr. J. Ovidio Waldemar, psiquiatra e terapeuta de família.

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