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Tensão pré-nupcial: oportunidade ou risco?

 
A relação conjugal é estabelecida entre duas pessoas através de laços de natureza afetiva e sexual que as levam a desejar uma vida compartilhada, independentemente dos fins de procriação e da institucionalização dessa união (Valle & Osório, 2004). A união de um casal no casamento pode ser motivada pelo desejo de compartilhar intimidade física, afetos, sonhos e projetos, dentre eles, o de constituir uma família.


Porém, Willi (1975) destaca que há uma fase anterior ao casamento caracterizada por muitas dúvidas e temores como o medo de separar-se de sua casa, de entregar-se ao companheiro, do envolvimento, das obrigações e responsabilidades, de falhar na tarefa comum e no aspecto sexual. Por isso, o momento anterior ao casamento pode ser bastante penoso para muitas pessoas. Contudo, para outras pode ser vivido como uma grande fantasia, o que também envolve riscos. Fantasia do amor ideal, da pessoa perfeita que se encaixa a você sem nenhuma tensão, sem necessidade de negociações e ajustes, imersos em ilusões de perfeição. Frequentemente, também existe a fantasia de que aquilo de que não gostamos mudará em função do amor ou, ainda, que seremos capazes de transformar nosso parceiro para torná-lo “o par ideal”.


Embora considerada uma fase muito feliz, tornar-se um casal representa uma das tarefas mais complexas e trabalhosas do ciclo de vida familiar porque exige muito dos seus membros para que funcione e dê certo (McGoldrick, 1995). Esta dificuldade resulta, entre outras coisas, do fato de serem duas pessoas com diferentes histórias de vida, originárias de famílias distintas e ambientes diversos, com crenças, valores e gostos geralmente já bem definidos quando decidem viver juntas (Prado, 2002, Waldemar, 2008). 


Com o casamento, estas duas pessoas passam a compartilhar sua intimidade física e psicológica e necessitarão renegociar juntas todas as questões que já haviam definido previamente para si em termos individuais ou que foram definidas por suas famílias de origem.  Isto inclui desde questões aparentemente banais como quando e como comer, dormir, conversar, fazer sexo, brigar, trabalhar e relaxar, até decisões a respeito de como utilizar o espaço, o tempo e o dinheiro. Assim, o estabelecimento do casal supõe um longo processo de discussão e adaptação, mas quando esse processo envolver tensões excessivas pode estar indicando a necessidade de buscar ajuda para o casal. 


Os terapeutas de família e casal sabem que quanto antes se identifica o problema e se procura ajuda melhor é o resultado. As dificuldades podem ser escondidas por medo de significarem fraquezas ou defeitos, gerando-se um aumento da tensão, mas se puderem ser encaradas como uma evidencia de que as diferenças podem enriquecer o casal ao serem exploradas em conjunto, gerando novas possibilidades, ver-se-à que se transformam em oportunidades de crescimento mútuo e satisfação pessoal. 

 

Referências
McGoldrick, M. (1995). A união das famílias através do casamento: o novo casal.In: Carter, M. & McGoldrick, M., As mudanças no ciclo de vida familiar. Porto Alegre: Artes Médicas.
Prado, L. C. (2002). Radiografia do casamento. In: Prado, L. C. (Ed.), O ser terapeuta (pp. 32-45). Porto Alegre: Gráfica da UFRGS.
Valle, M. E., & Osório, L. C. (2004). Alquimia íntima: a nova química do casal. Porto Alegre: Literalis. 
Waldemar, O. (2008). Terapia de casal. In: A. V. Cordioli (Ed.), Psicoterapias (cap. 14). Porto Alegre: Artmed.
Willi, J. (1975). La pareja humana: relación y conflicto. Madrid: Ediciones Morata. 

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